Rogério Sganzerla

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Rogério Sganzerla

Direção em 1 filmeDirected 1 filmDirección en 1 película

Rogério Sganzerla nasceu em Joaçaba, interior do estado de Santa Catarina. Em 1964, em São Paulo, iniciou sua carreira profissional de crítico de cinema no Suplemento Literário do jornal O Estado de São Paulo, escrevendo também para o Jornal da Tarde. n nAos 20 anos fez o seu primeiro filme, “Documentário”, premiado com uma viagem ao Festival de Cannes. n nEm 1968, aos 21 anos, dirigiu “O Bandido da Luz Vermelha”, considerado pela UNESCO nos anos 1980 Patrimônio Cultural da Humanidade, além de ter recebido o prêmio da Crítica Internacional no Wellington Film Society, Nova Zelândia (2007), e ter sido considerado um dos 100 melhores filmes do século XX. O filme recebeu diversas menções internacionais e continua sendo exibido em diversos festivais, museus e cinematecas. n nA partir daí realizou uma notória carreira como diretor, sempre buscando a ruptura da lógica dramática. n nApós “O Bandido da Luz Vermelha”, Rogério Sganzerla dirigiu “A Mulher de Todos”, com Helena Ignez no papel título. O filme recebeu excelente aceitação do público e da crítica, e causou um certo escândalo aos costumes da época em plena ditadura militar. n nEm 1970, fundou a produtora Belair com Helena Ignez e Júlio Bressane, e dirigiu os filmes considerados obras primas do cinema, “Copacabana Mon Amour” e “Sem essa, Aranha”, que estrearam fora do Brasil, já que o diretor e seus associados na produtora foram obrigados a deixar o Brasil, sob pena de terem os filmes queimados, começando, assim, um forçado exílio no exterior. Rogério Sganzerla continuou a escrever para jornais, e seus artigos desta década integraram o livro Por um cinema sem limite. n nFrequentador das sessões da Cinemateca Brasileira, interessou-se profundamente pela obra de Orson Welles, tendo produzido e dirigido uma trilogia sobre esse cineasta, com os títulos “Nem Tudo é Verdade”, “Tudo é Brasil” e “O Signo do Caos”. Esses filmes obtiveram reconhecimento internacional, tendo integrado grandes mostras sobre Orson Welles, como a Welles Conference, na Cinemateca de Munique, Alemanha, e o 58º Festival Internacional de Cinema de Locarno (2005). n nApós sua morte, Rogério Sganzerla vem recebendo várias homenagens e retrospectivas em diversos Festivais de Cinema no mundo. Sua obra segue iluminada.